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| Efeitos Extra-auditivos do Ruído. |
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| Enviado por Daniel Marques De Avila | |||
| Qui, 19 de Junho de 2008 23:49 | |||
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Quando uma pessoa é submetida a intensos níveis de ruído, existe a reação de todo o organismo a esse estímulo, que é dada por respostas neurovegetativas, as quais podem se tornar permanentes dando origem a alterações. A nocividade do excesso de ruído afeta o indivíduo sob vários aspectos; a única doença específica associada à exposição a esse agente agressivo, é a perda auditiva. Os distúrbios atribuídos à exposição ao ruído, vão depender de fatores como: a freqüência do ruído, a intensidade, a duração e o ritmo, assim como o tempo de exposição, a suscetibilidade individual e a atitude de cada indivíduo frente ao som. Sons contínuos são menos traumatizantes que os sons interrompidos; isto por que num ruído contínuo o primeiro impacto sonoro é recebido sem proteção, mas os outros são atenuados pelo mecanismo de proteção. No entanto, em ruídos interrompidos, os impactos não têm atenuação, já que entre um som e outro há tempo do mecanismo de proteção relaxar. Na faixa de freqüências baixas, iniciando-se com as freqüências infra-sônicas (abaixo de 16Hz), os efeitos do ruído não são auditivos e, dentre eles, estão enjôos, vômitos, tontura, etc. À medida que a freqüência aumenta, os efeitos são diferentes e podemos encontrar alterações na atenção e concentração mental, no ritmo cardíaco, aumento da irritabilidade, perda de apetite e estados pré-neuróticos. Existe uma relação entre a intensidade do ruído e os efeitos subjetivos. O som, de acordo com sua intensidade, pode apresentar respostas somáticas (vasoconstrição periférica, hiporritimia ventilativa), químicas (secreção de substâncias glandulares que produzem trocas químicas na composição do sangue, urina e suco gástrico), psicológicas (interferência no sono, tensão, irritabilidade e nervosismo). O ruído pode perturbar o trabalho, o descanso, o sono e a comunicação nos seres humanos; pode prejudicar a audição e causar ou provocar reações psicológicas e fisiológicas. A exposição a ruídos elevados produz efeitos não auditivos, por via polineural, não específica, através de conexões colaterais na substância reticular do tronco cerebral. Acredita-se que o ruído pode afetar outros órgãos do corpo humano por meio de um mecanismo indireto, ativando ou inibindo o sistema nervoso central e periférico.
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